Energia solar dá um salto na região

Energia solar dá um salto na região

Usina de energia fotovoltaica de Tanquinho

A potência instalada de geração distribuída de energia solar na região de Campinas teve um salto nos últimos três anos. Saiu de 423kW em 2015, para 20.603kW no ano passado, um crescimento de quase 5 mil por cento. A informação, divulgada ontem, é da Fundação Seade, e coloca a região na liderança da geração distribuída renovável paulista. Aqui está um terço da potência instalada em energia renovável, sendo que 29,8% são de fonte solar, 2,3% hídrica e 0,2% térmica.
A área de Campinas responde por um terço da potência, que segundo o levantamento, participa com 5,6% da potência total e tem 8,3% do conjunto das unidades consumidoras relacionadas à geração distribuída. A Região Metropolitana de São Paulo foi a segunda colocada no ranking da geração distribuída, com 10,8% da potência estadual, quase totalmente relacionados à fonte fotovoltaica. A capital paulista ocupou a segunda posição entre os municípios, respondendo por 5,2% da potência (3,581 kW) e por 5,3% das unidades consumidoras (509).
O crescimento da participação da fonte solar na geração distribuída e de outras fontes renováveis vem atraindo investimentos na região administrativa de Campinas, formada por 92 municípios. A Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado (Piesp) registrou a instalação de fábricas de painéis solares em Campinas, caso da BYD, Schutten We Brazil e DYA Solar. Várias empresas estão realizando projetos para instalação de sistemas de geração distribuída solar em imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais, industriais, rurais e de prestação de serviços de municípios paulistas (Envo, subsidiária da CPFL, em Campinas; Yellow Solar Energy, em Campinas; Blue Sol, em Campinas, Sumaré e em São José do Rio Preto).
Também vêm sendo noticiados investimentos em centros de P&D em energia, especialmente em Campinas: o Centro de Pesquisas Fotovoltaicas, pela BYD; e o Laboratório de Caracterização de Biomassa, pela Shell. Em maio de 2018, a Fapesp, Shell e três instituições de ensino e pesquisa do governo paulista lançaram o Centro de Inovação em Novas Energias (Cine), composto por quatro divisões de pesquisa: Armazenamento Avançado de Energia e Portadores Densos de Energia, a ser instalado na Unicamp; Ciência de Materiais e Químicas Computacionais, na USP; e Rota Sustentável para a Conversão de Metano com Tecnologias Químicas avançadas, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
No que se refere à mobilidade baseada na eletricidade, foram anunciados investimentos para construção de fábrica de ônibus, em Campinas (BYD). Também foi anunciada a aquisição de caminhões elétricos da BYD pela Corpus de Indaiatuba. Além disso, postos de abastecimentos de veículos elétricos Indaiatuba (Corpus); e para instalação de postos de abastecimento de veículos elétricos, na Rodovia Presidente Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro (parceria BMW, EDP e Rede Ipiranga) e em Campinas (CPFL).
Segundo a Fundação Seade, a geração fotovoltaica lidera esse avanço, especialmente na forma distribuída, mas também estão sendo construídos em São Paulo amplos complexos solares de geração elétrica centralizada. O levantamento aponta que vêm sendo desenvolvidos novos materiais, mais eficientes e baratos, para substituir as células de silício importadas utilizadas nos painéis solares, e implantados projetos experimentais em telhados de universidades, hospitais e órgãos públicos.


SAIBA MAIS


Geração distribuída é uma fonte de energia elétrica conectada diretamente à rede de distribuição. Esse tipo de produção de eletricidade ocorre a partir de pequenas centrais geradoras que utilizam cogeração qualificada ou fontes renováveis de energia elétrica, conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.
A geração distribuída diminui os custos da energia para o consumidor, proporciona maior segurança no fornecimento e evita perdas em linhas de transmissão.